Paquistão enfrenta militantes em meio a incerteza política

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ISLAMABAD - Forças do governo paquistanês mataram cerca de 40 militantes em combates no noroeste do país, nesta quarta-feira, dia em que o aumento da violência e a incerteza sobre o futuro político do Paquistão voltaram a derrubar os mercados.

As esperanças de que houvesse estabilidade política no Paquistão depois da renúncia do presidente Pervez Musharraf, na semana passada, caíram por terra quando a coalizão governista, liderada pelo partido da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, desfez-se por conta de uma disputa judicial e de desavenças sobre o substituto do antigo dirigente.

O fato de o segundo maior partido do país, o do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, ter saído da base governista colocou fim ao que analistas descreviam como uma aliança artificial entre dois antigos rivais e abriu as portas para a batalha em torno da Presidência.

Segundo alguns, o embate está desviando a atenção do governo da crescente violência gerada por militantes. Os dirigentes paquistaneses, no entanto, dizem-se comprometidos em levar adiante a campanha contra os grupos radicais.

Oficiais das Forças Armadas afirmaram que 41 militantes tinham sido mortos em dois conflitos travados na fronteira com o Afeganistão.