Papa diz a premier iraquiano que cristãos precisam de proteção

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ROMA - O papa Bento XVI disse ao primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, nesta sexta-feira, que a minoria cristã no Iraque precisa de mais proteção, mas o líder iraquiano garantiu a ele que os cristãos não estão sendo perseguidos.

Maliki reuniu-se com o papa por 20 minutos na residência de verão do pontífice, no sul de Roma. Ele convidou o papa a visitar o Iraque, dizendo que a viagem ajudaria no processo de paz e reconciliação.

- Nós renovamos nosso convite a Sua Santidade para visitar o Iraque. Ele ficou feliz com o convite. Esperamos que ele nos visite assim que puder - disse Maliki a repórteres depois da visita.

- Sua visita representaria apoio aos esforços de amor e paz no Iraque - acrescentou o premier.

O papa João Paulo II queria visitar o Iraque em 2000, mas não recebeu permissão do governo de Saddam Hussein.

Maliki disse que ele e o papa também falaram sobre a situação da minoria cristã no Iraque, e o premier pediu aos cristãos que deixaram o país devido à invasão norte-americana de 2003 que retornassem e ajudassem a reconstruir o Iraque.

- Também pedi a sua Santidade que encorajasse os cristãos que deixaram o país a retornar e voltar a ser parte da estrutura social do Iraque - disse.

Em um comunicado, o Vaticano disse que o diálogo inter-religioso é importante para o futuro do Iraque.

A minoria cristã iraquiana tenta se manter à distância da violência entre xiitas e sunitas, que matou dezenas de milhares de iraquianos desde 2003. Mesmo assim, igrejas e clérigos critãos são alvo de grupos militantes como a Al Qaeda.