G8; Reforma rural é temal vital para redução da pobreza na África

Agência Brasil

JAPÃO - O desenvolvimento do setor agrícola e a reforma rural são considerados vitais para a segurança alimentar e a redução da pobreza na África. Mais de dois terços dos africanos vivem em áreas rurais e dependem da agricultura como fonte de renda e subsistência.

Na África subsahariana (conjunto de 42 países localizados abaixo do Deserto do Sahara), o setor representa 17% do PIB, e 57 % do emprego.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), há vários fatores que freiam o desenvolvimento agrícola no continente africano.

Um dos aspectos identificados é o fato de que 93% das terras agrícolas dependem de chuvas e apenas 4% das reservas de água disponíveis são utilizadas para irrigação.

Outro dado que chama atenção é que apenas 14% dos 184 milhões de hectares de terras agrícolas do continente são cultivadas.

Enquanto na Ásia são usados 153 quilos de fertilizantes por hectare, na África o volume é de apenas 23 quilos, caindo para nove nos países da África subsahariana. Outro aspecto limitador é a escassez de sementes, devido ao seu elevado custo.

A busca de alternativas estará em pauta na reunião do G8, que começa nesta segunda-feira e vai até quarta na ilha de Hokkaido, no Japão.

A cooperação Sul-Sul e com terceiros países desenvolvidos, a transferência de tecnologia para o desenvolvimento de melhores sementes e o apoio financeiro para a compra de fertilizantes e a transferência de técnicas de gestão de recursos hídricos e irrigação são alguns dos caminhos identificados pela 4ª Conferência de Tóquio para o Desenvolvimento Africano (Ticad na sigla em inglês), cujas conclusões serão levadas aos líderes do G8.

No que depender do país que ocupa a presidência de turno do grupo, o Japão, o tema já tem prioridade garantida.

Na abertura da Ticad, o primeiro-ministro japonês destacou a importância do desenvolvimento agrícola para o crescimento africano e assegurou que o Japão - em parceria com outros países e organizações internacionais - está disposto a cooperar em áreas como desenvolvimento de sistemas de irrigação, diversificação da produção, pesquisas para o aperfeiçoamento de sementes e desenvolvimento de recursos humanos para a disseminação de técnicas de cultivo.

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