Betancourt diz que pensava em suicídio diariamente

Agência AFP

BOGOTÁ - A franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada com outros 14 reféns na véspera, disse nesta quinta-feira que pensava em se matar diariamente, durante os mais de seis anos que durou seu cativeiro.

Em entrevista coletiva concedida na embaixada francesa em Bogotá, Betancourt assinalou que "a tentação do suicídio era permanente em todos" os reféns e que alguns chegavam a "ensaiar" este suicídio.

- No meu caso, a tentação era diária, no sentido de pensar no suicídio e dizer: Será uma opção? Serei capaz? O que meus filhos vão pensar? Mas sempre desistia porque tinha uma base muito forte, que era o programa de rádio diário pelo qual me punham em contato com minha mãe, que dizia o que estava acontecendo com minha família, meus filhos.

Betancourt, sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, disse que "a morte é a companheira mais fiel do refém, porque as pessoas que nos prendem têm a ordem de nos matar a qualquer momento".

A política franco-colombiana foi resgatada nesta quarta-feira, junto com os reféns americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell, que trabalhavam para o departamento de Defesa dos EUA, e 11 membros das forças de segurança colombianas.

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