Repórter serial killer morre em prisão na Macedônia

Portal Terra

MACEDÔNIA - O jornalista macedônio Vlado Tanekski, acusado de estuprar e matar pelo menos três mulheres, foi encontrado morto na segunda-feira em sua cela na prisão de Tetovo, com a cabeça mergulhada em um balde de água, informou a agência Ansa.

Segundo a versão do Ministério da Justiça da Macedônia, trata-se de um caso de suicídio, ainda que o porta-voz da polícia, Ivo Kotevski, tenha admitido que parece impossível que "nenhum dos companheiros de cela e guardas tenha se dado conta do que estava ocorrendo".

- Morreu como em um filme de terror - comentou o porta-voz. O diretor da prisão de Tetovo, Nuriman Tefiku, disse que o jornalista deixou uma carta de despedida sobre sua cama.

Tanekski, que tinha 56 anos, havia sido preso na última sexta-feira, depois que investigadores perceberam que em suas anotações sobre os homicídios havia detalhes nunca informados pela polícia e que somente o assassino poderia saber.

A partir de uma análise do DNA encontrado no corpo das vítimas, os investigadores concluíram que o jornalista era o assassino. Divorciado, pai de dois filhos, Tanevski vivia isolado e estava obcecado pela lembrança de sua falecida mãe.

Segundo os investigadores, suas vítimas eram parecidas fisicamente com sua mãe e, assim como ela, realizavam serviços de limpeza. As três vítimas, de 40, 60 e 65 anos, foram estranguladas com fios telefônicos e seus corpos foram colocados em sacos de lixo.

O jornalista é ainda suspeito da morte de uma quarta mulher. Antes de chegar a Tanevski, a polícia prendeu dois homens pelo crime, que foram condenados à prisão perpétua.

Os homens, agora libertados, receberão uma indenização pelo tempo que passaram detidos. Ao ser preso, o jornalista foi também interrogado sobre o suicídio de seu pai e a morte de sua mãe, ocorrida em circunstâncias definidas pela polícia como "pouco claras".

Em particular, os investigadores queriam esclarecer uma inquietante coincidência, já que o cadáver do pai de Tanevski foi encontrado com um fio de telefone ao redor do pescoço, do mesmo modo que as três mulheres mortas pelo jornalista.