Secretário-geral da ONU desaconselha eleições no Zimbábue

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HARARE - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira que 'desaconselha fortemente' o governo do Zimbábue a insistir nos planos de promover o segundo turno das eleições presidenciais nesta semana, dizendo que os resultados não teriam legitimidade.

- Eu desaconselho fortemente as autoridades a prosseguirem com as eleições de sexta-feira - disse a jornalistas após reunir-se com o Conselho de Segurança da organização, composto por 15 nações.

- Isso só aprofundará as divisões no país, e produzirá um resultado que não pode ter credibilidade - garantiu.

Ban ainda demonstrou compreender a decisão do líder oposicionista Morgan Tsvangirai de se retirar da eleição presidencial.

- Gostaria de dizer neste momento o quanto estou magoado com os eventos que levaram à compreensível decisão do candidato de oposição Morgan Tsvangirai de se retirar da eleição de desempate marcada para sexta-feira - disse Ban.

- Houve muita violência e muita intimidação. Uma eleição promovida nestas condições não teria nenhuma legitimidade - afirmou.

Ban não culpou especificamente o presidente Robert Mugabe e seu governo pela situação, embora tenha falado sobre uma "campanha de ameaça e intimidação" contra os cidadãos do Zimbábue.

Ele acrescentou que os problemas no Zimbábue tinham um impacto além das fronteiras, descrevendo a situação como "o maior desafio para a estabilidade regional no sul da África atualmente".