Presidente da Colômbia não descarta terceiro mandato

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BOGOTÁ - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, cujas políticas de segurança democrática deixaram os rebeldes revolucionários na defensiva e impulsionaram o crescimento econômico, recusou-se nesta quarta-feira a descartar um terceiro mandato.

Uribe foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, depois que o Congresso passou uma emenda constitucional permitindo o segundo mandato. Ele está pensando em concorrer de novo em 2010, o que exigiria uma nova mudança na lei.

- Estamos procurando garantir a reeleição da segurança democrática e a confiança dos investidores - disse Uribe a uma rádio local, recusando-se a apoiar aliados políticos como o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, mencionado como possível candidato.

A Colômbia, que combate há quarenta anos a guerrilha financiada pelo tráfico de cocaína, é palco constante de violência política, principalmente contra os sindicalistas e outros suspeitos de simpatizar com os rebeldes.

Uribe acusou os opositores de esquerda, como o ex-candidato presidencial Carlos Gaviria, de ter afinidade com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

- Eles querem andar para trás e entregar o país às Farc, o que não vamos permitir - disse Uribe, de 55 anos.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que tais declarações colocam os oposicionistas em risco de violência por parte de grupos paramilitares de direita.

Uribe é o favorito de Wall Street, mas muitos investidores e analistas dizem que um terceiro mandato seria uma ameaça à independência das instituições colombianas, como os tribunais e o banco central.