Presidente iraniano chama Israel de "falso regime" de sionistas

REUTERS

ROMA - A Europa está pagando os preços econômicos e políticos de um "falso regime" de sionistas, disse o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na terça-feira. É o segundo ataque verbal a Israel nesta semana.

Na segunda-feira, ele disse que o Estado judeu logo desaparecia do mapa e que o "poder satânico" dos Estados Unidos seria destruído.

- Não acredito que minhas declarações tenham causado problemas - disse Ahmadinejad em sua primeira viagem à Europa como presidente.

- As pessoas gostam dos meus comentários porque elas vão se salvar da imposição dos sionistas. Os europeus foram os maiores prejudicados pelos sionistas e os custos deste falso regime, sejam custos econômicos ou políticos, estão nos ombros dos europeus - disse.

Ahmadinejad não se explicou. Ele está em Roma para participar do encontro das Nações Unidas sobre a crise dos alimentos.

O presidente iraniano pediu um encontro particular com o papa Bento 16. O Vaticano diz que todos os chefes de Estado que queiram ver o papa durante a reunião foram recusados porque o pontífice não conseguiria atender a todos.

Um comunicado do Vaticano se opôs às reportagens da imprensa que consideraram a atitude do papa esnobe.

- Vocês devem saber que o regime sionista, criminoso e terrorista, depois de 60 anos de saques, agressões e crimes, chegou ao fim de seu trabalho e logo irá desaparecer da cena geográfica - disse Ahmadinejad na segunda-feira

Em Nova York, Ronald S. Lauder, presidente do Congresso Judaico Mundial, disse ter reclamado às Nações Unidas e ao governo italiano sobre a presença do presidente iraniano na conferência organizada pela Organização de Alimentos e Agricultura (FAO).

- É lamentável que um líder como ele, que desaponta tanto o seu povo quanto a comunidade internacional, tenha permissão para ofuscar a agenda desta importante conferência da FAO - disse Lauder.

Os Estados Unidos, que romperam relações diplomáticas com o Irã depois da Revolução Islâmica de 1979, lideram esforços para isolar Teerã devido ao seu polêmico programa nuclear. O Ocidente suspeita de que o Irã queira produzir bombas atômicas. O Irã nega, dizendo que somente quer usar energia nuclear.

Washington diz querer uma solução diplomática para o caso, mas não descarta uma intervenção militar.