Bush deve vetar atual projeto de lei sobre clima

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WASHINGTON - Antes mesmo do início do debate no plenário do Senado sobre o primeiro projeto de lei abrangente nos Estados Unidos a respeito das mudanças climáticas, a Casa Branca disse nesta segunda-feira que o presidente George W. Bush o vetaria em sua forma atual.

O próprio Bush disse que o projeto custaria US$ 6 trilhões de aos EUA, estimativa rejeitada imediatamente pelos partidários do projeto.

O governo Bush é consistentemente contrário a qualquer medida contra as emissões de dióxido de carbono que tenham efeitos econômicos.

Apesar de ser o país que mais polui, os EUA não aderiram ao Protocolo de Kyoto, que estipula a redução das emissões dos gases do efeito estufa para os países desenvolvidos, com metas ainda mais rígidas que as previstas no projeto do Senado.

- Peço ao Congresso que seja muito cuidadoso ao incorrer em enormes custos para as futuras gerações de norte-americanos - disse Bush num evento a respeito de economia e impostos na Casa Branca.

- Vamos trabalhar com o Congresso, mas a idéia de uma conta enorme alimentada por aumentos tributários não é a forma correta de proceder - disse.

A Lei de Segurança Lieberman-Warner, como ficou conhecida em alusão a seus autores, deve começar a ser debatida no plenário do Senado na segunda-feira à noite. Dana Perino, porta-voz do presidente, disse que Bush vai vetar caso o projeto chegue dessa forma para sanção.