McCain critica Obama por querer conversar com Irã

REUTERS

WASHINGTON - O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, acusou nesta segunda-feira o democrata Barack Obama de subestimar a ameaça representada pelo Irã e ridicularizou a promessa de Obama de encontrar-se com o líder iraniano caso seja eleito.

McCain, abordando um assunto que promete ter peso no pleito de novembro, tentou retratar Obama como um político inexperiente demais para comandar o governo americano.

O republicano, senador pelo Estado do Arizona, viajou até Chicago para discursar na Associação Nacional dos Restaurantes. No início de seu discurso, McCain criticou Obama, afirmando que o democrata, senador pelo Estado de Illinois, havia dito que o Irã representava uma ameaça muito menor do que a União Soviética na época da Guerra Fria.

O candidato republicano disse que o Irã obviamente não é uma superpotência e não dispõe do poderio militar da ex-União Soviética, mas "isso não significa que a ameaça representada pelo Irã seja insignificante".

McCain acusou o país islâmico de tentar adquirir armas nucleares algo que o Irã nega e afirmou que os iranianos fornecem alguns dos explosivos mais mortais usados no Iraque para matar soldados americanos, que alimenta conflitos no Oriente Médio e que gostaria de destruir Israel.

- Se o Irã adquirir armas nucleares, esse perigo se tornaria realmente medonho. Eles podem não ser uma superpotência, mas a ameaça representada pelo Irã não tem nada de pequena - disse.

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