Mianmar permite entrada de médicos asiáticos

Agência AFP

YANGUN - A junta militar de Mianmar permitiu neste sábado a entrada no país de médicos asiáticos e conduziu diplomatas ao cenário devastador deixado pelo ciclone Nargis, uma das catástrofes naturais mais mortíferas da história recente, com mais de 133 mil mortos e desaparecidos.

Cerca de cem médicos e enfermeiros asiáticos que já se encontram em Mianmar, entre eles tailandeses e indianos, e os que estão para chegar, formam o maior grupo de especialistas estrangeiros que tem como objetivo auxiliar as cerca de duas milhões de pessoas atingidas.

Em um sinal da tímida abertura do regime, a junta levou de helicóptero, pela primeira vez, diplomatas e representantes da ONU para áreas do delta do Irrawaddy devastadas em 3 de maio pelo Nargis.

Essa região do sudoeste de Mianmar está fechada aos jornalistas.

- O que nos mostraram parecia bem, mas não nos mostraram o quadro completo - disse Chris Kaye, diretor local do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.

Ao mesmo tempo, o "Mistral", barco da marinha francesa, chegou às costas de Mianmar, mas ainda não pôde entregar seu carregamento humanitário, segundo o Estado Maior do exército francês.

O embaixador da França na ONU, Jean-Maurice Ripert, disse na sexta-feira que protestou quando o representante de Mianmar criticou Paris por ter enviado um "barco de guerra".

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