Brasil está a um passo de conseguir extradição de Cacciola

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MÔNACO - Está nas mãos do príncipe Albert de Mônaco a definição do processo de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, após a procuradoria do principado emitir parecer favorável ao envio do ex-banqueiro ao Brasil.

- Eu espero que entre 15 e 30 dias (o príncipe) tome uma decisão - disse à Reuters por telefone o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior.

- Se confirmada (a extradição) será um duro golpe na impunidade.

O secretário, porém, evitou estipular prazos para a concretização da extradição de Cacciola, ex-dono do Banco Marka condenado a 13 anos de prisão pela Justiça brasileira por crimes financeiros.

- A gente prefere não estipular prazos até porque ainda não há uma decisão final - disse, acrescentando que a expectativa do governo é de que o príncipe ratifique a decisão.

O príncipe Albert nunca tomou decisão contrária a parecer apresentado pela procuradoria de Mônaco.

O escândalo financeiro envolvendo Cacciola, que estava foragido desde 2000 e foi preso pela polícia de Mônaco em setembro do ano passado, ocorreu em 1999, durante o processo de desvalorização do real, quando o Banco Central socorreu os bancos Marka e FonteCindam com 1,6 bilhão de reais.

O BC justificou na época a ajuda a esses bancos como uma medida para evitar o que classificou de risco sistêmico para o mercado financeiro do país.