Papa terá acolhida privilegiada nos Estados Unidos

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WASHINGTON - Washington vai reservar uma recepção privilegiada ao papa Bento XVI que viaja pela primeira vez aos Estados Unidos desde sua eleição há três anos. A visita de seis dias inclui a capital americana e Nova York.

O pontífice decolou de Roma pouco depois de 10h GMT desta terça-feira num avião especialmente fretado da Alitalia e deve pousar na base aérea militar de Andrews, perto de Washington, no final da tarde. Fato excepcional, ele será recebido pelo presidente George W. Bush em pessoa e pela primeira-dama.

Será a primeira vez que o presidente George W. Bush se deslocará para receber um chefe de Estado ao desembarcar. Durante a viagem, Bento XVI também fará um discurso na assembléia geral da ONU.

Em sua primeira visita aos Estados Unidos, Bento XVI celebrará duas missas em estádios, uma quinta-feira em Washington e outra no domingo em Nova York.

Pela primeira vez, em mais de sete anos de presidência, Bush e sua mulher, Laura, farão, nesta terça-feira, o trajeto entre a Casa Branca e a base aérea de Andrews, no sudeste de Washington, para receber o papa, em sua condição de chefe de Estado, quando descer do avião.

Amanhã, quarta-feira, dia de seu 81º aniversário, Bento XVI será recebido na Casa Branca por uma salva de 21 tiros de canhões. Entre nove mil e doze mil convidados são esperados nos jardins da residência presidencial, se o tempo permitir, para a cerimônia de boas-vindas.

O número é bastante acima dos sete mil convidados que receberam com grande pompa, em maio de 2007, a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e talvez até mais do qualquer outro evento desse tipo na presidência Bush. Após um discurso, o papa se encontrará com George Bush na Sala Oval.

Na semana passada, em entrevista a uma rede de TV católica, o presidente Bush explicou as honras reservadas ao papa: "porque é uma pessoa realmente muito importante de vários pontos de vista. Em primeiro lugar, fala para milhões de pessoas. Em segundo lugar, não vem como homem político, vem como homem de fé. E, em terceiro lugar, subscrevo tanto esta noção de que na vida há o certo e o errado, que o relativismo moral compartilha o perigo de minar as possibilidades de ter sociedades feitas de liberdade e de esperança, e quero honrar minhas convicções".

Apesar das diferenças entre Washington e o Vaticano, as convicções religiosas de Bush (ainda que seja protestante) e a influência considerável delas em suas políticas ajudam a questionar se Bush não poderia ser considerado o primeiro presidente católico americano.

A polícia americana adotou medidas de segurança excepcionais para a visita e trabalhará em estreita colaboração com os serviços secretos e os membros da Guarda Suíça, responsáveis pela proteção do papa, durante os seis dias da estadia pontifícia.