Partido democrata-cristão renuncia à campanha eleitoral na Itália

Agência EFE

ROMA - O partido italiano Democracia Cristã (DC) anunciou hoje que vai renunciar ao direito de ter os mesmos dias de campanha eleitoral que as demais legendas, para evitar o atraso do pleito.

O DC teve sua participação nas eleições gerais dos próximos dias 13 e 14 aprovada na última segunda-feira.

O líder do partido, Giuseppe Pizza, explicou que, 'por responsabilidade e respeito às instituições do Estado', o partido decidiu renunciar 'ao legítimo pedido de atraso das eleições para que pudesse ter, como o restante das legendas, o tempo para realizar uma campanha eleitoral'.

A possibilidade de atraso na data das eleições surgiu depois de o Conselho de Estado italiano ter decidido incluir a Democracia Cristã no pleito, como uma medida cautelar.

O símbolo da DC não tinha sido aprovado pelo Ministério do Interior italiano por ser muito parecido com o da União de Democratas Cristãos e de Centro (UDC), que já existia, em decisão que foi alvo de recurso judicial.

O líder democrata-cristão acrescentou que, apesar da renúncia a mais 15 dias de campanha eleitoral, pretende que seu símbolo seja incluído nas cédulas eleitorais. Os principais líderes políticos italianos se mostraram contrários à possibilidade de atrasar as eleições, por considerar que tal atitude seria prejudicial ao país.

O candidato do partido Povo da Liberdade, Silvio Berlusconi, primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, disse que um eventual atraso 'seria um drama', enquanto seu principal adversário, o líder do Partido Democrata, Walter Veltroni, afirmou que isso poderia representar 'um golpe gravíssimo' na imagem do país.