McCain defende ratificação de TLC com a Colômbia, diz sua assessora

Agência EFE

WASHINGTON - A assessora econômica do candidato republicano à Casa Branca John McCain, Carly Fiorina, defendeu nesta quinta-feira a ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, afirmando que os aliados dos Estados Unidos devem ser recompensados com o acesso aos mercados do país.

- McCain acredita que a Colômbia demonstrou que é um aliado muito importante dos EUA (...) e os aliados necessitam ser recompensados com acesso a nossos mercados - disse em entrevista à Agência Efe, Carly Fiorina, que foi ex-presidente da empresa de informática Hewlett-Packard (HP).

As declarações de Fiorina chegam um dia depois que o pré-candidato democrata Barack Obama assegurou em um comício na Filadélfia que manterá sua oposição ao TLC com a Colômbia.

- A violência contra os sindicatos na Colômbia ridicularizaria as mesmas proteções trabalhistas que insistimos para que sejam incluídas nesses tipos de acordos - disse Obama.

Seus comentários provocaram a reação imediata do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que lamentou ontem que o senador por Illinois não reconheça os esforços da Colômbia.

- Eu lhe pediria (a Obama), em nome de todos os colombianos, que se inteire dos esforços que estão sendo realizados na Colômbia, dos progressos ocorridos na Colômbia, apesar de tudo o que ainda falta. Que se inteire devidamente antes de fazer estes pronunciamentos que causam tanto dano - afirmou Uribe.

A Colômbia e os EUA negociaram o TLC entre maio de 2004 e fevereiro de 2006 e o assinaram em novembro deste último ano.

O convênio comercial precisa ser ratificado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria democrata condicionou seu aval a uma melhora na situação da Colômbia em matéria de direitos humanos e garantias sindicais.

Fiorina reconheceu nesta quinta-feira que ainda há muito trabalho a ser feito por parte de Bogotá, mas afirmou que será mais difícil que o país avance 'se fizermos com que seja mais difícil alcançar um acordo comercial que crie oportunidades econômicas'.

A conselheira também afirmou que se McCain se tornar presidente dos EUA, tratará de equilibrar as vantagens do livre-comércio com suas desvantagens, através de um plano de formação laboral para os trabalhadores que se viram afetados pelo deslocamento de postos de trabalho a países com mão-de-obra barata.