Hillary e Obama atacam propostas econômicas de McCain

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FILADÉLFIA - Os dois pré-candidatos democratas à Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama, deixaram de lado os ataques mútuos na terça-feira e criticaram as propostas econômicas do candidato republicano, John McCain, a quem acusaram de favorecer os ricos e virar as costas às dificuldades das famílias pobres e de classe média.

Em campanha para as eleições primárias do dia 22 na Pensilvânia, Obama e Hillary disseram, em aparições separadas e com linguajar parecido, que McCain é indeciso e inexperiente em questões econômicas e vai se inspirar no presidente George W. Bush e em seu vice, Dick Cheney.

- John McCain admite que não entende nada de economia --e infelizmente ele está mostrando isso na campanha dele - afirmou Hillary em uma visita ao sindicato AFL-CIO.

- Após sete desastrosos anos de George Bush e Dick Cheney, não poderia haver mais coisa em jogo do que nesta eleição, e a necessidade de mudarmos de rumo não poderia ser mais urgente. Mas John McCain oferece apenas mais do mesmo - disse.

Obama disse que McCain oferece 'mais quatro anos das mesmas políticas de George W. Bush que nos colocaram nesta enrascada'.

Ele lembrou que McCain é favorável à prorrogação dos benefícios fiscais implementados por Bush, os quais, segundo o senador, favorecem os ricos. Além disso, o republicano apóia acordos comerciais que supostamente não protegem trabalhadores dos EUA.

- Sua resposta à crise habitacional equivale a pouco mais do que ficar de lado vendo milhões de norte-americanos perderem suas casas - disse Obama em Wilkes-Barre.

Nos últimos dias, os dois pré-candidatos democratas baixaram o tom de seus ataques mútuos para se concentrar em McCain, que será o adversário de um deles na eleição geral de novembro.

Eles criticaram o veterano senador por ter admitido que não entende tanto de economia quanto de segurança nacional e questões militares.

McCain está viajando pelos EUA durante uma semana para visitar lugares marcantes de sua vida --especialmente os relativos à sua carreira militar. Na terça-feira, ele esteve na sua antiga escola nos arredores de Washington.

O republicano afirmou que em breve apresentará propostas específicas para ajudar os inadimplentes.

Um porta-voz do Partido Republicano identificou os ataques de Hillary como 'uma tentativa desesperada de desviar o foco da batalha que divide o Partido Democrata'.

Alguns democratas temem que a prolongada disputa entre Obama e Hillary prejudique as chances do partido na eleição de novembro.

Hillary, que está atrás de Obama na contagem de delegados para a convenção nacional de agosto, rejeita a hipótese de desistir.