China acusa Dalai Lama de conspiração, mas não mostra provas

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PEQUIM - A China acusou nesta terça-feira grupos tibetanos de planejar a realização de atentados suicidas após um mês de distúrbios e protestos na região, mas não respondeu perguntas sobre quais provas teria para fazer a alegação.

Um porta-voz do governo chinês disse em uma entrevista coletiva realizada em Pequim que a polícia apreendeu armas, munição e explosivos em alguns monastérios budistas do Tibete e repetiu a acusação de que o Dalai Lama tinha ligações com os grupos envolvidos na recente onda de distúrbios.

Um assessor do Dalai Lama imediatamente negou o que descreveu como acusações 'infundadas'. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que o líder espiritual do budismo tibetano era um defensor da paz disposto a negociar com a China.

Ao mesmo tempo, uma força de choque da China recebeu uma ordem de mobilização para garantir que os Jogos Olímpicos de Pequim transcorram sem incidentes.

Representantes do Dalai Lama na Índia, onde o monge vive exilado desde 1959, negaram as acusações de participação dele nos distúrbios violentos ocorridos na capital do Tibete, Lhasa, em 14 de março, e conclamaram o governo chinês a permitir a realização de uma investigação internacional sobre o caso.

Mas o Ministério da Segurança Pública da China disse ter prendido 'membros importantes' de uma rede ilegal em Lhasa que trabalhava junto com grupos tibetanos pró-independência sediados fora do país para dar início ao 'Movimento do Levante Popular do Tibete'.