Televisão austríaca diz que Al Qaeda exige mais dinheiro por reféns

Agência EFE

VIENA - Os seqüestradores de dois turistas austríacos no sul da Tunísia aumentaram as exigências para libertar suas vítimas, informou hoje a emissora pública 'ORF' em Viena, citando várias fontes relacionadas ao caso.

Segundo a 'ORF', o grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) aumentou substancialmente a soma que pede para libertar os austríacos, ao mesmo tempo em que exige a retirada dos quatro soldados austríacos posicionados no Afeganistão.

Além disso, os seqüestradores condicionam a libertação dos reféns a que a Justiça austríaca liberte dois supostos ativistas da Al Qaeda, condenados a vários anos de prisão na Áustria em fevereiro por terem participado da emissão de um vídeo na internet com ameaças de ataques terroristas contra a Áustria.

Wolfgang Ebner, de 51 anos, e Andrea Kloiber, de 43 anos, foram seqüestrados em 22 de fevereiro no sul da Tunísia, onde realizavam uma expedição pelo deserto.

Após percorrer milhares de quilômetros, os seqüestradores teriam levado os austríacos para o norte de Mali, na região de Kidal.

Vários veículos de comunicação argelinos, citando fontes de segurança, tinham afirmado há dias que os seqüestradores abandonaram sua reivindicação inicial de libertar seus presos e se concentravam em pedir um resgate de 5 milhões de euros.

O Ministério de Assuntos Exteriores austríaco não quis comentar as afirmações das fontes citadas pela 'ORF' hoje.

O mais recente prazo imposto pelos seqüestrados termina em 6 de abril, data para quando ameaçam matar suas vítimas, se não forem cumpridas as exigências.