Retomados trabalhos para o regaste de mineradores presos na Tanzânia

Agência EFE

DAR ES SALAM - Os trabalhos para o resgate de 64 mineradores presos desde sexta-feira em uma jazida de tanzanita no norte da Tanzânia foram retomados hoje, informaram as autoridades.

Na sexta-feira, as fortes chuvas dos dias anteriores inundaram várias galerias e provocaram o soterramento de alguns túneis da mina, impedindo a saída dos trabalhadores.

Até ontem, sete corpos já tinham sido recolhidos da jazida. Mas esse número deve aumentar nas próximas horas, já que há poucas chances de serem encontrados sobreviventes.

O presidente da Associação de Mineradores local, Zaphania Mgaya, divulgou na noite de sábado os nomes das 64 pessoas que ainda estão presas nas galerias.

Segundo ele, o grupo está distribuído em seis fossos próximos.

Dos sete corpos recolhidos, cinco deles foram tirados de um poço no qual estavam trabalhando oito pessoas.

A localização exata dos outros mineradores ainda não foi determinada.

Os trabalhos de resgate foram dificultados pela falta de recursos para reverter a inundação dos poços e das galerias.

Legisladores e líderes do setor pediram ao Governo que envie militares para ajudar nos trabalhos de resgate.

As autoridades já pediram à companhia sul-africana Afgem, outra exploradora de tanzanita na localidade de Mererani, que auxilie na drenagem da água dos poços, com cerca de mil metros de profundidade.

A tanzanita, só encontrada na Tanzânia, é uma pedra semipreciosa de três cores descoberta nas jazidas da região em 1967.

De modo geral, a gema é extraída de modo primitivo e sem as devidas medidas de segurança.