Menem repudia a teimosia do Governo Argentino no conflito com campo

Agência EFE

BUENOS AIRES - O ex-presidente da Argentina Carlos Menem considerou neste domingo que a 'teimosia' do Governo em confrontar com o setor agropecuário submete o país 'a uma tensão nunca experimentada'.

- Diante dos graves perigos para a paz interna que esse comportamento irresponsável provoca, é imprescindível que as províncias façam ouvir sua voz - destacou Menem, em comunicado divulgado este domingo.

As maiores associações do campo retomaram este sábado a greve e os bloqueios parciais nas estradas perante a 'intransigência' do Governo.

O ex-líder, que governou o país entre 1989 e 1999, sustentou que as províncias da Argentina 'devem incentivar vigorosamente o Governo nacional para que escute a exigência do campo', que pede a suspensão do aumento dos impostos para a exportação de grãos, estabelecido pelo Executivo no dia 11 de março.

- Os governadores devem atuar com decisão e harmonia para que o Estado atenda aos veementes pedidos das forças de trabalho e da produção de nosso campo, que saíram em protesto contra essa administração que é uma administração 'de poucos' - sentenciou Menem, opositor ao Governo Nacional.

O ex-chefe de Estado advertiu que a 'irresponsabilidade dos governantes nacionais, fechados em sua bolha de arrogância, acendeu a chama de uma crise que explodirá nas províncias'.

Menem acredita que os impostos à exportação, aplicados depois de seu Governo, são 'negativos'.

O setor agropecuário reafirmou neste domingo sua 'vocação para o diálogo'

com o Governo argentino para resolver o conflito iniciado há 18 dias, embora tenha ratificado a retomada da mobilização neste sábado.

- O campo segue dialogando - indicou o setor por meio de um comunicado assinado pela Sociedade Rural Argentina (SRA), a Federação Agrária Argentina (FAA), as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e o Coninagro, as quatro maiores entidades do campo em litígio com o Executivo.