Governo iraquiano anuncia o fim do toque de recolher em Bagdá

Agência EFE

BAGDÁ - O governo iraquiano anunciou neste domingo, em comunicado, a suspensão do toque de recolher em Bagdá, horas depois de o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr solicitar aos seus seguidores o fim das atividades armadas.

A nota explicou que a proibição da circulação de pessoas e veículos - vigente na capital iraquiana desde quinta-feira passada - expirará a partir das 6h local de segunda-feira (23h deste domingo, no horário de Brasília). Desta maneira, o toque de recolher só permanecerá nas províncias meridionais de Basra, Wasit, Babel, Diwaniya, Nassiriya e Karbala.

O executivo informou sábado que prolongaria de forma indefinida o toque de recolher em Bagdá por causa dos enfrentamentos entre a milícia 'Exército Mehdi', leal a Muqtada, e o Exército iraquiano na capital e nas províncias do sul. No entanto, o religioso xiita fez neste domingo, um pedido a seus milicianos para que recuem e cessem as atividades armadas.

- Para evitar o derramamento de sangue e preservar a unidade do Iraque, decidimos cancelar todas as manifestações armadas - afirmou Muqtada em comunicado divulgado na cidade santa xiita de Najaf (ao sul de Bagdá) após várias horas de negociações com o Governo.

A ação do clérigo foi recebida com satisfação por parte do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que declarou que 'a solicitação de Sadr é um passo na direção correta' e que se espera que contribua para estabilizar a situação de segurança na região.

Além disso, Maliki afirmou que a campanha de segurança lançada na cidade de Basra, a cerca de 580 quilômetros ao sul de Bagdá, 'não teve como alvo nenhum grupo político ou religioso, incluindo o Bloco de Sadr'.