Cúpula da Liga Árabe termina com pedido de unidade aos países

Agência EFE

DAMASCO - A 20ª Cúpula de chefes de Estado da Liga Árabe terminou hoje, em Damasco, com vários pedidos de unidade dos países da região, mas quase sem mencionar os reais conflitos entre as várias nações que integram a organização.

A Declaração de Damasco, lida pelo secretário-geral da Liga, Amre Moussa, incluiu pedidos para que os árabes se unam em relação ao conflito palestino e frisou a importância de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental e da fim dos ataques de Israel à Faixa de Gaza.

No entanto, os participantes da reunião não tomaram partido na disputa entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP), do presidente Mahmoud Abbas, e o islâmico Hamas, que controla Gaza, limitando-se a "apoiar os esforços de mediação' entre as duas partes empreendidos pelo presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh.

Também não houve posicionamento claro quanto à crise libanesa, tendo a declaração se limitado a expressar mais uma vez seu apoio à "iniciativa árabe' para acabar com o problema, apesar de as maiores divergências sobre ela estarem nos detalhes.

Os participantes da cúpula se lembraram dos anfitriões ao reafirmarem sua solidariedade a Damasco frente à Accountability Law, um decreto da Casa Branca que restringe os contatos com a Síria e sanciona as empresas que a descumprirem.

Outro parágrafo da declaração, relativo ao Iraque, gerou protestos do enviado deste país, que exigiu a inclusão de uma condenação expressa à violência em solo iraquiano, o que acabou sendo acatado pelo plenário.

Após a leitura da Declaração de Damasco, o ato que encerrará a cúpula será uma entrevista coletiva do secretário-geral da Liga Árabe e do ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al-Mouallem.

A próxima cúpula de chefes de Estado árabes acontecerá em Doha, capital do Catar, em 2009.