Mãe de Ingrid Betancourt pede a chefe das Farc que a liberte

Agência EFE

BOGOTÁ - Yolanda Pulecio, mãe da refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt, pediu hoje a "Joaquín Gómez", um dos chefes da guerrilha, que liberte sua filha, seqüestrada em 2002 e cujo estado de saúde não é bom.

A mãe da ex-candidata à Presidência colombiana enviou uma mensagem ao dirigente das Farc por meio da emissora de rádio "Todelar", de Bogotá.

- Peço a Joaquín Gómez que, por favor, faça um gesto humanitário e liberte Ingrid, ele que é uma pessoa experiente em temas políticos - destacou Yolanda.

Gómez, cujo verdadeiro nome é Milton de Jesús Toncel, entrou na cúpula das Farc após a morte de "Raúl Reyes" (Luis Edgar Devia) em uma incursão militar colombiana em território equatoriano em 1º de março.

A mãe de Betancourt também pediu com angústia a sua filha para que ela resista e que tente se alimentar e tomar remédios para não morrer.

Nas últimas horas, porta-vozes da Igreja Católica colombiana revelaram relatórios de que uma pessoa, que seria Betancourt, foi vista em grave estado de saúde em uma aldeia da região de Guaviare (sul), na selva colombiana.

O ex-senador Luis Eladio Pérez, seqüestrado em 2001, revelou pouco antes de ser libertado no mês passado que esteve com Betancourt e que ela estava em muito más condições.