Encontro contra o terrorismo midiático prossegue com críticas à SIP

Agência EFE

CARACAS - O encontro 'contra o terrorismo midiático', prosseguiu neste sábado em Caracas, com renovadas críticas à reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizada no mesmo período na capital da Venezuela.

- Utilizam a liberdade de imprensa para dizer que na Venezuela não há liberdade - disse o jornalista do canal estatal 'Venezolana de Televisión', Aristóbulo Istúriz, em referência à SIP.

Istúriz, que foi ministro da Educação do Governo de Hugo Chávez, moderou o debate inaugural deste sábado, no qual participaram a jornalista equatoriana María Augusta Calle, o brasileiro Beto Almeida, o americano Raymundo Reinoso e o porto-riquenho Nelson del Castillo.

Calle manifestou que falar 'de imperialismo e unidade latino-americana é falar de duas trincheiras' e defendeu o desmantelamento da base militar americano de Manta, no Equador.

A jornalista equatoriana indicou que sofreu nas últimas semanas ameaças de morte, após descobrirem a entrevista feita com o 'número dois' das Farc, 'Raúl Reyes', morto na incursão militar colombiana sobre solo equatoriano, na qual também morreram outras 24 pessoas.

Reinoso disse que a SIP 'perdeu influência nos EUA, mas infelizmente continua marcando nossa agenda', ao mesmo tempo manifestou que 'a imprensa capitalista se protege na liberdade de expressão para atacar os meios que não seguem sua linha'.

Em seguida, Almeida lembrou Karl Marx ao afirmar que a 'liberdade de imprensa está em não torná-la um negócio' e propôs medidas a favor de uma 'integração da comunicação regional', o impulso de uma "produção audiovisual própria' ou a 'formação de jornalistas revolucionários'.

A SIP deu mostras de sua 'preocupação' pela deterioração da liberdade de expressão em sete países latino-americanos, entre eles no anfitrião do evento, a Venezuela.