China promete compensar vítimas da violência em Lhasa

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PEQUIM - A China vai pagar uma compensação às famílias dos civis que morreram nos conflitos na capital do Tibete neste mês. A pressão externa para que a China respeite os direitos humanos cresceu após a resposta do governo para as manifestações das últimas duas semanas no Tibete e em regiões adjacentes. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu a líderes chineses que convoquem uma conversa com representantes do líder espiritual tibetano no exílio, Dalai Lama.

A deflagração de protestos anti-China e a resposta do país a eles tornaram-se um foco de preocupação internacional meses antes da Olimpíada de Pequim. O governo chinês espera que os Jogos de agosto sejam uma chance de mostrar o progresso da quarta maior economia do mundo. Pelas contas do governo, 18 civis foram mortos durante os conflitos em Lhasa em 14 de março, quando manifestantes lançaram pedras sobre a polícia, além de queimarem e saquearem lojas e casas. A família de cada civil morto receberia 200.000 iuanes (28.530 dólares), informou uma nota do governo regional do Tibete.

Os feridos no caos que tomou conta de Lhasa após dias de manifestações lideradas pelos monges budistas terão direito a atendimento médico grátis, informou a agência estatal Xinhua.