Ameaças a jornalistas afetam liberdade de imprensa na Colômbia

Agência EFE

CARACAS - A liberdade de imprensa na Colômbia 'foi afetada' no último semestre por 'ameaças e agressões contra jornalistas', segundo o relatório preliminar sobre o país, em discussão na reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

A maior parte destas ameaças aconteceu depois da 'publicação ou emissão de notícias sobre grupos armados ilegais' e sobre o "comportamento de funcionários públicos e de alguns candidatos às prefeituras nas eleições de outubro', segundo o documento preliminar.

Desde sexta-feira, quando começou em Caracas a reunião semestral da SIP, os relatórios relativos à liberdade de informação nos diferentes países do continente são debatidos em comissões. Segundo o relatório sobre a Colômbia, mais de 30 jornalistas colombianos denunciaram ameaças de morte no último semestre.

O Comitê de Proteção a Jornalistas do Ministério do Interior colombiano estudou quase 30 destes casos, e cinco destes jornalistas afetados saíram da Colômbia, segundo o documento. Do mesmo modo, o texto denuncia que o jornalista Mario Alfonso Puello 'permanece desaparecido' depois que foi seqüestrado no dia 17 de fevereiro.

Na análise que foi apresentada na reunião que reúne centenas de donos e editores de meios de comunicação também foi destacado que no último semestre 'foram identificados e detidos' os autores materiais dos homicídios de José Duviel Vásquez e de Carlos José Restrepo.