Uribe diz que não há razão para indenizações por 'ações legítimas'

Agência EFE

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse que não há razão para que o país deva pagar indenizações por "ações legítimas' de suas autoridades contra grupos terroristas, conforme nota divulgada pelo Executivo do país.

A advertência aparece em um breve comunicado oficial divulgado depois que o chanceler, Fernando Araújo, declarou que seu Governo pode indenizar as famílias de quatro mexicanos que morreram na recente incursão colombiana a uma base das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador.

Na nota, a Secretaria de Imprensa (SP) da Casa de Nariño (sede do Executivo) especificou que Uribe descartou o pagamento de indenizações 'em várias ocasiões', sempre em 'resposta a perguntas realizadas por jornalistas'.

- O presidente da República expressou que não há razão alguma para que a Colômbia pague indenizações por ações legítimas da Polícia contra grupos terroristas - disse a SP.

O comunicado é um desmentido tácito ao titular de Relações Exteriores, que horas antes disse à imprensa em Bogotá que a Colômbia e o México estiveram em contato permanente desde os fatos nos quais morreram os quatro cidadãos do país americano.

Os estudantes mexicanos Juan González, Fernando Franco, Natalia Velásquez e Soren Avilês morreram na operação militar colombiana do dia 1º de março contra um acampamento no Equador das Farc.

O chanceler colombiano confirmou que o México formalizou perante a Embaixada colombiana neste país uma reivindicação pelos quatro mexicanos mortos, que viajaram ao enclave rebelde junto com sua compatriota Lucía Morett, ferida no mesmo ataque.