Tráfego em estradas argentinas se normaliza com suspensão de greve

Agência EFE

BUENOS AIRES - Os produtores rurais argentinos suspenderam ou flexibilizaram nesta sexta-feira os bloqueios de estradas, enquanto dirigentes do setor negociam com o Governo uma saída ao conflito gerado pela greve agropecuária iniciada há 16 dias.

As organizações rurais resolveram suspender temporariamente a paralisação e seus diretores compareceram a uma reunião com funcionários do Executivo que começou há mais de duas horas na sede governamental.

Após o início do encontro em Buenos Aires, produtores e trabalhadores rurais que bloqueavam dezenas de estradas do interior país desde que começou o protesto liberaram parcial ou totalmente o trânsito.

Apesar disso, eles advertiram de que permanecem em 'estado de alerta e mobilização' à beira das rodovias, à espera do resultado das conversas entre os líderes das patronais agropecuárias e o Governo.

Os piquetes nas estradas geraram o desabastecimento de produtos básicos em muitas cidades do país e a greve comercial também causou impacto em outros setores da economia, como indústria, transporte de carga e de passageiros.

Os representantes do Executivo na reunião com os dirigentes rurais são o chefe de Gabinete, Alberto Fernández; o ministro da Economia, Martín Lousteau, e o secretário de Agricultura, Javier de Urquiza.

Já pelos trabalhadores rurais compareceram cerca de vinte diretores da Federação Agrária, da Sociedade Rural, de Confederações Rurais e Coninagro, as quatro entidades que convocaram a medida de força em rejeição ao aumento dos impostos à exportação de grãos.

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, participou do encontro por alguns minutos e cumprimentou cada um dos representantes das entidades rurais, informaram fontes oficiais.

Em comunicado, as quatro entidades do campo assinalaram que, após a reunião com o Governo, 'serão avaliados os seus resultados e estes serão submetidos a consultas com as bases de todo o país', o que deve acontecer amanhã.