Renúncia livrou ex-governador de Nova Iorque de investigação

Joan Gralla e Daniel Trotta, REUTERS

NOVA YORK - O ex-governador de Nova York, Eliot Spitze,r se livrou de ser submetido a uma investigação sobre uma campanha de difamação política ao renunciar ao cargo devido a um escândalo sexual, disseram promotores nesta sexta-feira.

A investigação por um 'grande júri' poderia levar à destituição de Spitzer. No entanto, o político renunciou em 12 de março, após o jornal The New York Times revelar que ele foi cliente de uma prostituta que cobrava mil dólares por hora. Antes de ser governador, Spitzer construiu uma reputação como promotor rígido no combate a fraudes em Wall Street.

Antes do escândalo, o promotor David Soares já investigava a participação de Spitzer na liberação de determinadas informações contra um importante adversário do então governador, o líder republicano no Senado estadual, Joe Bruno.

Falando a investigadores, Spitzer negou envolvimento direto na divulgação do fato de que Bruno usou um avião do Estado em viagens que misturavam atividades públicas e arrecadação eleitoral.

Mais tarde Spitzer foi posto em contradição por um assessor de primeiro escalão, Darren Dopp, que recebeu imunidade em troca de colaborar com a investigação de Soares.

Sob juramento, Dopp disse que Sptizer recebia informações regulares sobre o esforço de Dopp para colher informações sobre as viagens de Bruno, e que o então governador teria ordenado a divulgação das informações à imprensa.

O ex-governador ainda pode ser alvo de um processo federal devido às violações cometidas no escândalo de prostituição.