Equador conhecia supostos vínculos de Aisalla com as Farc

JB Online

QUITO - O Governo de Quito admitiu nesta sexta-feira que conhecia os supostos vínculos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o equatoriano Franklin Aisalla, morto no dia 1º de março na ação militar colombiana contra um acampamento clandestino da guerrilha em território do Equador.

A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa, Wellington Sandoval, em entrevista coletiva na qual disse que a unidade de Inteligência Militar (serviço secreto) seguiu os passos de Aisalla entre 2003 e 2005, e que depois a Polícia nacional assumiu esse "acompanhamento'.

Sandoval indicou que as Forças Armadas reassumiram o 'caso Aisalla' depois de ele ter sido identificado como uma das 26 pessoas mortas na incursão colombiana contra o acampamento das Farc na fronteira entre Equador e Colômbia.

- Realmente, em 2003 foi iniciado um acompanhamento do senhor Aisalla que durou até 2005, quando a Polícia assumiu a investigação. Neste momento, estamos completando a investigação feita pelas Forças Armadas durante esses três anos por supostas relações com as Farc - afirmou o ministro.

Sandoval comentou que 'a investigação não está completa', e disse que quando houver uma informação mais detalhada do caso tudo será revelado à imprensa.

O ministro revelou que durante as pesquisas da Inteligência Militar 'se suspeitou do vínculo (de Aisalla com as Farc), mas isso foi deixado de lado porque era mais uma questão da Polícia, e a Polícia assumiu em 2005 essa investigação.

A investigação de agora das Forças Armadas 'vai determinar o que aconteceu de 2005 a 2008. O fato de ele estar morto não significa que abandonaremos a os trabalhos - afirmou.

O ministro disse ainda que mesmo que seja comprovada a vinculação de Asialla com as Farc, isso não elimina o fato de ele ter sido 'assassinado' por tropas estrangeiras em território equatoriano.