Combates em Bagdá deixam 45 mortos nas últimas horas

Agência ANSA

BAGDÁ - Pelo menos 45 pessoas morreram nas últimas horas em confrontos, em vários setores de Bagdá e outras cidades iraquianas. O governo estendeu o prazo para a deposição das armas, e mantém contatos com dirigentes do movimento xiita liderado por Moqtada Sadr, em busca de uma trégua.

Forças militares norte-americanas realizaram operações durante a noite, que resultaram na morte de 34 pessoas, informou o exército dos EUA.

Segundo o comando militar, ocorreram "enfrentamentos" em Sadr City, Adamiyah, Kahdamiya e outros setores.

As forças militares em terra pediram em várias ocasiões o apoio de helicópteros que abriram fogo contra os "insurgentes".

Outros combates aconteceram em Hilla e Nasiriya. Porta-vozes da polícia local disseram que ao menos 6 policiais e 5 milicianos morreram e outras 16 pessoas ficaram feridas.

O comandante militar iraquiano, Ali Zaidan, informou que em quatro dias de combate em Basra contra grupos armados xiitas, foram mortos 120 "combatentes inimigos" e 450 ficaram feridos

Fontes médicas de Basra, citadas pela agência Nina, disseram que há 130 mortos e 350 feridos.

O porta-voz do governo, Ali Dabbagh, citado pela agência de notícias Aswat al Irak, disse que estão em curso "contatos com o movimento sadrista (de Moqtada Sadr) através de diversos canais".

Dabbagh disse que "os grupos parlamentares estão trabalhando para pôr fim ao banho de sangue e levar a legalidade a todas as cidades iraquianas, inclusive Basra", sul do país.

O premier iraquiano, Nuri al Maliki, estendeu o prazo para a entrega das armas pelos combatentes de Basra a 8 de abril e confirmou que os que aceitarem receberão dinheiro em troca.