Colômbia se oferece a soltar rebeldes para resgatar Betancourt

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BOGOTÁ - A Colômbia ofereceu na sexta-feira dinheiro e redução de penas para que a guerrilha Farc liberte a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, cuja saúde é preocupante após anos de cativeiro.

Betancourt, que também tem cidadania francesa, foi capturada durante a campanha eleitoral de 2002. Segundo o ouvidor nacional de direitos humanos, ela sofre de desnutrição, hepatite B e inflamações cutâneas provocadas por insetos.

O presidente Álvaro Uribe disse que seu governo vai manter um fundo de 100 milhões de dólares para pagar recompensas a guerrilheiros que libertarem alguns dos centenas de sequestrados mantidos em cativeiros da selva pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

- Vamos resolver seus problemas jurídicos e oferecer compensação financeira - disse Uribe na sexta-feira.

Na noite de quinta, ele assinou um decreto que autoriza a libertação em massa de guerrilheiros presos caso Betancourt seja entregue.

Há meses o governo e a guerrilha tentam sem sucesso iniciar negociações que levem à troca de centenas de guerrilheiros por cerca de 40 militares, policiais e políticos em cativeiro.

- A libertação imediata de Betancourt bastaria para que considerássemos que a troca humanitária está em andamento, com o que suspenderíamos condicionalmente as sentenças de guerrilheiros que são parte do acordo - disse o comissário de Paz do governo, Luis Carlos Restrepo, na noite de quinta-feira.

A Igreja Católica também pediu na sexta-feira que as Farc libertem todos os seus reféns.

- Nem sabemos a quem apelar como chefe das Farc, então estamos enviando um apelo geral a todos eles - disse um porta-voz eclesiástico.

O ouvidor colombiano de Direitos Humanos, Wolmar Pérez, disse na quinta-feira que o estado de saúde de Betancourt é 'muito, muito delicado'. Informações recebidas por ele dão conta de que a ex-candidata foi atendida no mês passado em postos de saúde de localidades controladas pela guerrilha.