Soldados colombianos serão presos por massacre

REUTERS

BOGOTÁ - Soldados colombianos acusados de massacrar 11 pessoas em 2005, incluindo três crianças, tiveram a prisão ordenada devido às pistas vindas de paramilitares de direita que ajudaram a conduzir os assassinatos.

O massacre perto da cidade bananeira de San José de Apartado no noroeste da Colômbia atraiu atenção internacional por causa das acusações de que o Exército cooperou com os grupos paramilitares.

O gabinete da Procuradoria-geral disse que na quinta-feira que os pedidos de prisão contra 15 soldados tinham base em um depoimento do ex-paramilitar Jorge Luis Salgado, que disse que milícias ilegais guiaram patrulhas do Exército em San Jose de Apartado.

- As crianças estavam embaixo da cama. A menina, com cinco ou seis anos, era muito boa e o garoto era esperto também - disse Salgado aos promotores do governo.

- Sugerimos aos soldados do Exército que deixássemos as crianças em uma casa ali perto, mas eles disseram que elas eram uma ameaça, que seriam guerrilheiros no futuro - afirmou.

Depois ele contou como um dos soldados, chamado de 'Cobra', pegou a garota pelo cabelo e cortou sua garganta com uma machadinha.

No ano passado, o governo sugeriu que o massacre era uma ação da principal guerrilha do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O presidente Alvaro Uribe é muito popular por seus ataques contra os rebeldes e é apoiado pelos Estados Unidos.