Ingrid Betancourt está muito doente, diz autoridade colombiana

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BOGOTÁ - A ex-candidata franco-colombiana Ingrid Betancourt, mantida sob o poder de rebeldes da Colômbia desde 2002, encontra-se gravemente doente, sofrendo de hepatite B e de desnutrição, afirmou nesta quinta-feira uma autoridade do governo ligada à área de defesa dos direitos humanos.

O estado de Betancourt é "extremamente delicado", afirmou Wolmar Pérez a uma rádio da Colômbia, acrescentando que a ex-candidata presidencial recebeu, no mês passado, tratamento em postos de saúde de vilarejos localizados em áreas de mata controladas pelos rebeldes.

Segundo Pérez, seu órgão trabalha junto a autoridades da Província de Guaviare (sul), um reduto de guerrilheiros, tentando enviar suprimentos médicos para atender Betancourt e outros reféns.

As informações recebidas pelo escritório de direitos humanos do governo colombiano afirmam que a ex-candidata parece estar subnutrida e que a pele dela apresenta várias picadas de insetos.

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantém sob seu poder centenas de reféns e exige dinheiro e benefícios políticos pela libertação. Entre esses incluem-se três norte-americanos capturados em 2003 e Betancourt.

As Farc, que iniciaram sua luta armada na década de 60, e o governo colombiano não conseguem chegar a um acordo sobre as condições para trocar os reféns considerados importantes por membros do grupo rebelde mantidos presos.

Apesar das pressões feitas por familiares dos reféns e pelo governo francês para que ocorra uma chamada "troca humanitária", um acordo parece ter ficado ainda mais distante depois de a Colômbia ter matado o segundo homem da hierarquia das Farc no dia 1º de março, em uma operação militar realizada dentro do Equador.

As Farc libertaram seis reféns no começo deste ano em acordos mediados pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.