Colômbia avalia grau de radioatividade de urânio próximo a Bogotá

Agência EFE

BOGOTÁ - O Instituto Colombiano de Geologia e Mineração (Ingeominas) investiga o grau de radiatividade do urânio empobrecido achado próximo a Bogotá na quarta-feira, revelou nesta quinta-feira o diretor da entidade estatal, Mario Ballesteros.

Cerca de 30 quilos desse mineral, empobrecido, foram achados graças a dois informantes que estão envolvidos com 'Belisario' que, segundo fontes militares, é o 'contato encarregado de conseguir (...) o material radioativo para as Forças Armadas Revolucinárias da Colômbia (Farc)'.

O contato é identificado com este sobrenome em um documento achado em um dos computadores do falecido líder rebelde 'Raúl Reyes', que revela o interesse das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em obter urânio.

Ballesteros disse a jornalistas que na próxima sexta=-feira entregará os resultados da avaliação dos mais de 30 quilos de urânio empobrecido achados ao lado de uma estrada ao sudeste de Bogotá.

O funcionário explicou que, de acordo com os resultados da investigação, se poderiam determinar os possíveis usos que teria o urânio e seu custo.

O diretor de Ingeominas explicou que o urânio é um elemento gelatinoso, com uma textura similar à argila, que tem, entre outras utilidades, a possibilidade de servir para o funcionamento de reatores nucleares de pesquisa e para produzir energia.

O comandante das Forças Militares da Colômbia, geral Freddy Padilla de León, esclareceu que o material achado não pertencia às Farc, mas a seu contato.

No entanto, o alto oficial explicou que 'as Farc estavam tentando conseguir desde 2005 este material', como o mostra um arquivo de um dos computadores confiscados durante a operação militar colombiana no Equador que acabou com a vida de 'Reyes'.