Responsáveis por circo na Itália são presos por escravizar uma família

Agência EFE

ROMA - Os responsáveis por um circo da região da Campânia, no sudoeste da Itália, foram presos essa semana por escravizar um casal búlgaro e suas duas filhas que, supostamente, eram obrigadas a entrar em uma banheira com piranhas e em uma caixa de vidro com serpentes e aranhas.

Segundo informou nesta quarta-feira a imprensa italiana, autoridades locais detiveram, no domingo passado, o proprietário do circo, seu filho e seu genro, sob acusação de seqüestrar, escravizar e vender seres humanos como escravos.

Os fatos foram denunciados por um espectador que não se conteve diante das humilhações que eram submetidas as jovens frente ao público do circo.

A maior das duas jovens, Giusi, de 19 anos, era colocada em uma banheira de água fria com piranhas diante do público e, caso tentasse escapar, era contida com empurrões por funcionários do estabelecimento.

A água fria diminuía a ferocidade das piranhas, já que o habitat destes peixes carnívoros são as águas quentes, mas colocava em perigo a saúde da jovem, que tinha sido operada de um tumor no ouvido e que recebeu recomendações dos médicos de não submergir.

A sua irmã menor, Ana, de 16 anos, era colocada em uma caixa de vidro onde eram jogadas serpentes e tarântulas.

As duas eram as atrações principais do 'Circo Marino', que percorreu várias regiões da Campânia antes que fosse denunciado por um expectador.

Os Carabineiros (Polícia Militar italiana) investigaram a denúncia e gravaram em vídeo várias exibições antes de, no domingo passado, deter os responsáveis.

Os pais das jovens eram obrigados a cozinhar e a realizar todo tipo de tarefas domésticas e, no total, a família recebia um salário semanal de 100 euros e não podia abandonar em nenhuma hipótese o circo, nem ao menos para ir ao médico.

Outras famílias do leste europeu já haviam passado por situação semelhante, porém conseguiram escapar da vigilância dos funcionários do circo.