Oposição conservadora britânica quer forçar votação sobre Iraque

Agência EFE

LONDRES - A oposição conservadora britânica pretende forçar uma votação no Parlamento sobre os conflitos do Iraque sem esperar a retirada de todas as tropas do Reino Unido destacadas no país árabe.

- Chegamos ao quinto aniversário da invasão, e muitas das decisões que nos conduziram a ela foram tomadas antes, em 2002, ou até em 2001 - declarou o secretário de Assuntos Exteriores do partido, William Hague, à rede 'BBC'. - A menos que se comece em breve uma investigação, perguntaremos ao povo por decisões que foram tomadas há seis, sete ou mais anos, ou as lembranças serão esquecidas, os arquivos desaparecerão e os e-mails serão apagados.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prometeu uma investigação, mas 'a seu devido tempo', algo lembrado hoje pelo atual ministro da Justiça e ex-titular de Exteriores, Jack Straw.

- Mais importante do que uma investigação é que as tropas (britânicas) que continuam lá - há cerca de 4.100 militares atualmente - não percam o foco por causa de um debate sobre a conveniência ou não de sua presença naquele país - disse Straw.

O Partido Liberal-Democrata, segunda legenda da oposição e única que à época se opôs à invasão do Iraque, pretendem, através de uma emenda legislativa, que todos os deputados trabalhistas e conservadores que apoiaram a invasão peçam desculpas pelo ocorrido. O porta-voz para Assuntos Exteriores do partido, Edward Davey, disse que "um dos danos mais graves infligidos pela catástrofe do Iraque foi o fato de ter minado a confiança pública no Parlamento e no Governo".

- Um dos objetivos de uma eventual investigação é contribuir para recuperar essa confiança, algo essencial, e isso exige que os políticos reconheçam que erraram - acrescentou Davey.