Chávez espera novas libertações, mas diz que Farc não o contatou

Agência EFE

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, demonstrou nesta terça-feira sua esperança em que 'em breve' possam ser acordadas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) 'novas libertações' de seqüestrados, mas revelou que não foi contatado pela guerrilha.

O chefe de Estado venezuelano disse que também não recebeu novas notícias sobre a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002 pelo grupo e que sofre de uma hepatite grave.

Chávez, que administrou e concretizou a libertação, em janeiro e fevereiro, de seis políticos colombianos seqüestrados pelas Farc, pediu reiteradamente a libertação de Betancourt devido à sua saúde frágil.

- Tomara que possamos conseguir novas libertações, que estavam sendo trabalhadas intensamente' antes do ataque militar colombiano contra um acampamento das Farc em território equatoriano, em 1º de março - disse Chávez em um encontro com a imprensa estrangeira credenciada em Caracas.

Ele reiterou que a libertação de vários seqüestrados que integram o grupo dos chamados 'passíveis de troca' era negociada com as Farc não só pela Venezuela, mas pela França e Equador.

O 'último contato' com as Farc 'foi pouco antes do ataque ao acampamento de ('Raúl) Reyes' no Equador porque estávamos trabalhando' para a libertação de seqüestrados, disse.

- Depois, tudo se complicou - acrescentou Chávez, que manifestou sua confiança em que 'na medida em que se apague o conflito'

diplomático derivado do ataque colombiano ao acampamento das Farc no Equador, seja possível 'avançar na direção de novas libertações, da troca humanitária e do processo de paz' na Colômbia.

Chávez reiterou que não acredita em 'que a guerrilha colombiana consiga tomar o poder por essa via (a armada)', e ressaltou que também não crê em que o Governo colombiano 'consiga acabar com a guerrilha pela via militar'.