EUA revelam espionagem em passaportes de Obama, Hillary e McCain

JB Online

WASHINGTON - O departamento de Estado dos Estados Unidos pediu desculpas nesta sexta-feira pela espionagem de registros de passaporte dos candidatos à Presidência do país, os senadores Barack Obama, Hillary Clinton e John McCain.

A revelação aconteceu horas depois que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, informou que telefonou a Obama para pedir desculpas pelo fato de três funcionários terceirizados de sua pasta terem acessado registros do passaporte dele de maneira indevida. Dois deles foram demitidos por causa do incidente.

- Eu disse a ele que sinto muito e que eu mesma me sentiria muito perturbada se eu descobrisse que alguém olhou meus registros de passaporte - disse Rice a jornalistas no início de uma reunião com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

O porta-voz do departamento de Estado, Sean McCormack, disse a jornalistas que Rice 'expressou o mesmo sentimento' a Hillary e que ainda vai falar com McCain. Os democratas Obama e Hillary estão travando uma disputa pela indicação de seu partido à batalha pela Presidência contra o republicano McCain. As eleições estão marcadas para 4 de novembro.

O departamento está investigando as ações dos funcionários, que parecem ter agido de maneira independente e sem motivações políticas, e informou o departamento de Justiça sobre o inquérito como precaução em caso de alguma lei ter sido violada.

O incidente é um embaraço para o governo de George W. Bush e retoma memória de polêmica de 1992, surgida quando funcionários do departamento de Estado pesquisaram registros de passaporte e cidadania do ex-presidente Bill Clinton quando ele era o candidato democrata à Presidência do país.