Colégios eleitorais abrem portas em Taiwan em clima de tranqüilidade

Agência EFE

TAIPÉ - Os centros de votação de Taiwan abriram suas portas hoje às 8h locais (21h de Brasília) para a realização de eleições presidenciais e de dois referendos sobre o ingresso da ilha na ONU, o que deu origem a críticas por parte da China.

Mais de 17,32 milhões de taiuaneses estão aptos a votar no pleito deste sábado (local), que coloca frente a frente o candidato do governante e independentista Partido Democrata Progressista (PDP), Frank Hsieh, e o aspirante do Partido Nacionalista da China (Kuomintang, KMT), Ma Ying-jeou, em busca do Governo. A disputa tem como pano de fundo os protestos no Tibete.

Cerca de 95 mil policiais zelam pela ordem pública ao redor dos centros eleitorais. O pleito será observado por aproximadamente 500 especialistas estrangeiros e grupos internacionais, e atraiu a atenção ainda de cerca de 600 jornalistas de fora da ilha.

O plebiscito sobre o ingresso da ilha na ONU sob o nome de Taiwan desencadeou oposição não só na China, que considera a ilha parte de seu território, mas também nos Estados Unidos e em outras potências estrangeiras que temem o aumento das tensões no estreito de Formosa.

O opositor Partido Kuomintang anunciou que boicotará o plebiscito proposto pelo PDP, por um suposto caráter inoportuno da medida, embora não rejeite o direito da ilha de ingressar na ONU.

O KMT não exclui ainda uma futura união com Pequim em democracia e liberdade. O boicote dos oposicionistas tornará difícil o plebiscito do PDP atingir a participação requerida para validar seu resultado, ou seja, de 8.658.869 eleitores (50% do censo eleitoral).

Nas presidenciais de 2000, uma divisão entre duas facções do KMT, a oficial de Lien Chan e a radical de James Soong, deu de bandeja a vitória eleitoral a Chen Shui-bian, com apenas 39% dos votos.

Em 2004, e após sofrer um misterioso atentado às vésperas das eleições, Chen revalidou sua vitória frente a Lien Chan, dessa vez com James Soong como candidato à Vice-Presidência.

A vantagem na ocasião foi de menos de 30 mil votos, entre os 12,9 milhões contabilizados e em meio a fortes protestos da oposição.