Polícia portuguesa não interrogará pais de Medeleine McCann

Agência EFE

LISBOA - Os agentes da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal não interrogarão os pais de Madeleine McCann - a menina britânica que desapareceu em Portugal - em sua viagem ao Reino Unido na qual darão prosseguimento às investigações, informou nesta quinta-feira o "Jornal de Noticias'.

A PJ pretendia voltar a interrogar Kate e Gerry, mas a Promotoria portuguesa acabou por decidir que não era necessário voltar a ouvir o casal britânico.

O Ministério público considerou que esta diligência era inútil, pois os McCann poderiam se negar a responder às perguntas, direito que a lei portuguesa concede aos considerados suspeitos formais.

O casal já se negou a responder perguntas da PJ em Portugal, quando foram considerados suspeitos sem acusações e pouco antes de retornarem ao Reino Unido.

Fontes da PJ tinham a esperança de que os pais desejariam falar nesta ocasião e acreditam que valia a pena tentar, apesar de a decisão da promotoria ter impossibilitado esta iniciativa, diz a publicação.

Com estes interrogatórios a PJ esperava jogar luz sobre algumas sombras que ainda cercam este caso e que levou os McCann a serem declarados suspeitos oficiais.

O jornal afirma que os policiais viajarão no dia 7 de abril para o Reino Unido para interrogarem os quatro casais que jantaram com os McCann no dia 3 de maio de 2007, noite na qual a menina desapareceu do hotel do sul de Portugal no qual este grupo passava as férias.

Outro dos objetivos desta viagem será requisitar alguns objetos do casal, como um diário pessoal de Kate no qual ela supostamente se queixa freqüentemente de seus filhos, especialmente de Madeleine.