Dalai Lama diz estar disposto a dialogar com autoridades chinesas

Agência EFE

NOVA DÉLHI - O Dalai Lama disse nesta quinta-feira que está disposto a negociar com as autoridades chinesas para acabar com a onda de violência que toma conta do Tibete, afirmou o porta-voz do líder religioso, Chime Chhoekyapa.

- A comunidade internacional deve atuar para pedir à China que dialogue e cesse assim a violência no Tibete. Não se trata de uma intervenção, mas de usar a persuasão - disse Chhoekyapa à Agência Efe após uma entrevista coletiva que o Dalai Lama deu na Índia.

O Governo chinês reconheceu que a revolta tibetana que começou no dia 10 de março se estendeu para mais três províncias. Pequim afirma que 13 pessoas morreram nos distúrbios, enquanto o Governo tibetano no exílio defende que o número de mortos nestes episódios foi mais de 100.

A China acusou uma união de forças separatistas de dentro e de fora do país coordenada pelo Dalai Lama pelos distúrbios, afirmou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Entretanto, o Dalai Lama negou ter dado qualquer tipo de apoio à revolta tibetana e ameaçou abandonar seu posto à frente do budismo caso seus compatriotas recorram à violência.

- O protesto pacífico é um fato universal - disse Chhoekyapa, que acrescentou que 'a decisão de uma possível retirada acontecerá caso os tibetanos recorram ao uso das armas'.

O primeiro-ministro chinês reiterou sua disposição de conversar com o Dalai Lama, embora coloque como condição que o mesmo reconheça que o Tibete é parte da China.