Áustria nega que vá pagar resgate por turistas seqüestrados na Tunísia

Agência EFE

VIENA - O Governo da Áustria negou que vá pagar resgate pela libertação dos dois turistas austríacos seqüestrados na Tunísia pela organização Al Qaeda que se encontram retidos no norte do Mali.

A informação foi veiculada pela emissora de televisão pública austríaca 'ORF', que citou o enviado especial austríaco ao Mali, Anton Prohaska, presente no país africano para negociar a libertação dos reféns.

Ainda segundo a 'ORF', o Governo austríaco também não confirmou nem desmentiu as especulações de que vai enviar um comando do corpo de operações especiais Cobra ao Mali.

Segundo a edição de hoje do jornal argelino em árabe 'Annahar', os serviços de inteligência franceses criaram um gabinete de crise depois de Prohaska ter confirmado que os seqüestradores querem um resgate de cinco milhões de euros pela libertação dos reféns.

O 'Annahar' publica que a participação francesa tem como objetivo encontrar novos caminhos para a solução da crise, reforçar as chances de localizar o cativeiro dos reféns e inclusive estudar a possibilidade de uma ação militar.

Segundo fontes dos serviços secretos americanos citadas hoje pelo jornal austríaco 'Kurier', os dois reféns estão na área de Tegargar, uma zona montanhosa de difícil acesso da região de Kidal, no norte do Mali, que foi mapeada recentemente pela primeira vez.

Em entrevista ao jornal austríaco 'Osterreich', Prohaska assegurou que o Governo de seu país entrou em contato com os seqüestradores por meio das autoridades do Mali e espera uma rápida libertação dos reféns, 'sem derramamento de sangue'.

Na terça-feira, a organização terrorista reafirmou sua ameaça de executar os austríacos caso algum país tente libertá-los, e confirmou ter prolongado até a meia-noite da próxima segunda-feira (horário local) o prazo para que suas exigências sejam atendidas.

Os turistas austríacos Wolfgang Ebner, um consultor de 51 anos, e Andrea Kloiber, uma enfermeira de 40, foram seqüestrados em 22 de fevereiro quando visitavam o deserto tunisiano.