Dólares achados na Costa Rica seriam para 'diplomacia' das Farc

Agência EFE

BOGOTÁ - Os US$ 480 mil apreendidos na semana passada em uma casa na Costa Rica podem fazer parte de um fundo para financiar as gestões internacionais das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na América Latina, informaram hoje veículos de comunicação locais. O jornal 'El Tiempo', de Bogotá, que citou uma investigação oficial, disse que o dinheiro encontrado pelas autoridades de Costa Rica perto de San José aparentemente era destinado ao guerrilheiro Rodrigo Granda, considerado o 'chanceler' da guerrilha.

O periódico acrescentou que os dólares foram descobertos nos computadores encontrados em 1º de março depois de uma incursão de tropas colombianas em território equatoriano, na qual morreram um dos líderes das Farc, 'Raúl Reyes', e pelo menos outras 24 pessoas. Os recursos ajudariam Granda 'a financiar suas atividades na América Central e em outras nações do continente', indicou o jornal citando um investigador.

- Os dólares, aparentemente, também financiavam as ações de representantes do grupo guerrilheiro em Argentina, Chile, Costa Rica, Panamá e Cuba - acrescentou.

O mesmo periódico explicou que o dinheiro foi achado graças a um e-mail recebido por 'Reyes' de outro comandante das Farc há quatro meses. Rodrigo Granda, encarregado de assuntos internacionais das Farc, foi detido na Venezuela em 2005 por agentes colombianos disfarçados, o que originou um forte protesto por parte do Governo venezuelano, que acusou a Colômbia de violar sua soberania.

O rebelde foi preso na Colômbia e autorizado a sair em junho do ano passado por solicitação do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para facilitar a libertação de políticos, militares e policiais seqüestrados pelas Farc, entre eles a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt.