Áustria pode pagar 5 milhões de euros para libertar reféns, diz jornal

Agência EFE

ARGEL - A organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI) exigiu um resgate de 5 milhões de euros pela libertação de dois turistas austríacos seqüestrados na Tunísia, e o Governo austríaco estaria disposto a pagar esse valor, afirma nesta segunda-feira o jornal argelino 'An-Nahar'.

A mesma fonte indica que a exigência da libertação de importantes dirigentes da AQMI presos na Argélia e na Tunísia foi "ultrapassada', e que as negociações das últimas horas giram ao redor do pagamento de 5 milhões de euros.

O porta-voz da célula de crise criada pelo Governo austríaco para o caso, Peter Launsky-Tieffenthal, disse ao jornal que não há contatos ou negociações diretas com os seqüestradores, mas que estão sendo utilizados 'outros canais'.

Após confirmar que os seqüestradores pediram um resgate pelos reféns, o porta-voz disse que seu país está em coordenação 'com todas as partes envolvidas' para encontrar uma solução à crise, e que a Áustria 'está disposta a fazer tudo para salvar a vida' de seus cidadãos.

Fontes de segurança argelinas disseram no domingo à Agência Efe que consideravam 'muito improvável' que a AQMI cumprisse a ameaça de matar os dois turistas austríacos se não tiverem as exigências atendidas.

As mesmas fontes confirmaram que os seqüestradores entraram em contato com o Governo austríaco por meio de diferentes canais e que pediram o pagamento de um resgate.