Chávez pede 'coesão revolucionária' contra EUA e aliados

Agência EFE

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu neste domingo que seus seguidores respondam com 'coesão revolucionária' às pretensões do 'império e seus aliados' de incluir a Venezuela na lista de países que apóiam o terrorismo e de denunciar o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

- Lá o império e seus aliados, nós aqui devemos responder fortalecendo a revolução bolivariana - disse Chávez durante seu programa dominical 'Alô Presidente'.

O dirigente venezuelano disse que esses 'ataques' fazem parte do suposto plano imperialista para 'dividir e enfraquecer a revolução bolivariana' que promove desde que assumiu o poder, em fevereiro de 1999.

- Nós, unidos, jamais seremos vencidos, a união faz a força e faz a consciência patriótica, revolucionária. A coesão do Partido Socialista Unido da Venezuela - disse o presidente.

Congressistas dos Estados Unidos pediram ao presidente americano, George W. Bush, que inclua a Venezuela na lista de países que apóiam o terrorismo, e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse na quinta-feira que Washington analisa os supostos laços entre Caracas e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou em 4 de março que denunciaria Chávez ao TPI 'por patrocínio e financiamento de genocidas', em referência às Farc.

O anúncio foi feito por Uribe em meio à crise diplomática entre o seu país, o Equador, a Venezuela e a Nicarágua, originada por uma ação militar colombiana em território equatoriano, na qual foram mortos o porta-voz internacional das Farc, 'Raúl Reyes', e outros guerrilheiros.

No entanto, durante a Cúpula do Grupo do Rio, no dia 7 de março, Uribe deixou entrever que desistiria do requerimento ao TPI.

A crise chegou à Organização dos Estados Americanos (OEA), organismo que analisará amanhã as divergências entre Quito e Bogotá durante a reunião de chanceleres, em Washington.