Tribunal ucraniano condena policiais por assassinato de jornalista

Agência EFE

KIEV - O Tribunal de Apelações de Kiev condenou, neste sábado, a penas de 12 a 13 anos de prisão três policiais acusados pela detenção ilegal e pelo assassinato premeditado do jornalista opositor ucraniano Georgiy Gongadze, em 2000.

O policial Nikolai Protasov deverá cumprir pena de 13 anos de prisão, enquanto Valeri Kostenko e Olexander Popovich foram condenados a 12 anos.

Há ainda outro acusado pelo crime procurado pela Justiça, o chefe do Departamento de Vigilância Externa do Ministério do Interior ucraniano, Alexei Pukach, informou a agência "Interfax-Ucrânia".

O julgamento, que durou mais de dois anos e foi realizado a portas fechadas, foi interrompido em várias ocasiões em virtude do estado de saúde de Protasov, embora um médico legista tenha certificado que a situação dos acusados era psíquica e fisicamente satisfatória.

Os advogados dos acusados qualificaram a sentença de "excessivamente dura e injusta", e anunciaram que vão apelar da condenação.

Gongadze, de 35 anos, desapareceu em 16 de setembro de 2000 e, quase dois meses depois, seu corpo foi encontrado decapitado em uma floresta nos arredores de Kiev.