Kirchner justifica seu patrimônio perante a Justiça após denúncia

Agência EFE

BUENOS AIRES - O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner apresentou um documento perante a Justiça para justificar o aumento de seu patrimônio durante sua gestão, no marco de um processo por suposto enriquecimento ilícito que também afeta sua esposa, a governante Cristina Fernández.

Kirchner, que governou o país entre 2003 e 2007, apresentou o relatório perante o promotor federal Eduardo Taiano, a cargo da investigação iniciada em fevereiro passado.

Neste mês, o Escritório Anticorrupção da Argentina (OA) indicou que o ex-chefe de Estado aumentou seu patrimônio em 160% durante sua gestão, informou hoje o jornal 'La Nación'.

A apresentação foi realizada depois que o promotor notificou o ex-líder e a presidente argentina, Cristina Fernández, da acusação que pesa contra eles, especificaram porta-vozes judiciais, mas não disseram se a chefe de Estado também enviou sua resposta à Justiça.

O documento de Kirchner contém um relatório contábil para justificar seu enriquecimento durante seu Governo.

A declaração patrimonial, divulgada em janeiro pela imprensa local, indicou que 2007 foi o melhor ano para a economia pessoal daquele que, em 10 de dezembro passado, passou o Governo às mãos de sua esposa.

Nesse ano, sua fortuna aumentou em 5,7 milhões de pesos (US$ 1,8 milhão), até 17,8 milhões de pesos (US$ 5,6 milhões).

Segundo os dados publicados, no ano passado Kirchner incorporou a seu patrimônio um prédio de dez apartamentos e um complexo turístico, além de possuir, junto a sua esposa, várias propriedades, seis terrenos e dois centros comerciais que, em sua maioria, estão na província de Santa Cruz, a qual governou de 1991 a 2003.

A denúncia por suposto enriquecimento ilícito foi impetrada pelo advogado argentino Ricardo Monner Sans em 4 de fevereiro.

Kirchner e sua esposa já foram absolvidos, em 2004, em processo por enriquecimento ilícito.