Governo tibetano apela a ONU para conter atos de violência

Agência Brasil

BRASÍLIA - O governo tibetano no exílio apelou neste sábado a um inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os atos de violência que causaram a morte de pessoas que protestavam contra o domínio chinês. Os atos foram classificados como "violações de direitos humanos". As informações são da Agência Lusa.

Os protestos na capital do Tibete, Lhasa, começaram há cinco dias quando monges budistas faziam passeata em defesa de um levante no Tibete que ocorreu há 49 anos, contra o domínio chinês. Os manifestantes foram reprimidos pelo exército da China, país ao qual o Tibete foi anexado na década de 1950.

O caso do Tibete é fonte de tensões entre Nova Delhi (capital indiana) e Pequim (capital da China), uma vez que a Índia acolhe em seu território o chefe espiritual dos tibetanos, Dalai Lama, bem como abriga seu governo no exílio, instalado em Dharamsala, norte do país.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia declarou hoje estar "consternado" pelos incidentes e "pela morte de pessoas inocentes" no Tibete e apelou ao diálogo para a resolução do conflito. "Estamos preocupados pelas informações sobre a situação agitada e de violência em Lhasa e pela morte de pessoas inocentes", afirmou o ministério, por meio de comunicado.

Não se sabe ao certo o número de mortos nos conflitos. O governo no exílio declarou que tem um balanço confirmado de "cerca de 30 mortos". Segundo a Agência Lusa, informações não confirmadas, entretanto, referem-se a "mais de 100 mortes".

- Esperamos que todos os que estão implicados se mobilizem para melhorar a situação e fazer desaparecer as causas dessas perturbações no Tibete, que é uma região autônoma da China, através de diálogo e de meios não violentos - acrescenta a nota do ministério indiano.