Explosão na Albânia deixa 5 mortos e 245 feridos

Agência EFE

TIRANA - Várias explosões em um depósito de munição perto da capital albanesa deixaram neste sábado pelo menos cinco mortos e cerca de 245 feridos, oito deles em estado crítico.

Entre as vítimas há vários funcionários de uma companhia americana contratada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para desativar munição antiga, que estavam trabalhando no armazém militar em Gerdec, a 25 quilômetros de Tirana, quando aconteceu a explosão. Além disso, um cidadão italiano ficou ferido devido à força da explosão, quando viajava de ônibus de Tirana à cidade de Durres.

Cerca de 50 pessoas da localidade afetada que buscavam abrigo após a explosão poderiam ainda estar presas nos escombros, segundo a imprensa local. O incidente, registrado às 11h50 (7h50 de Brasília), pode ter deixado ainda mais mortos e feridos.

Um canal local de televisão afirmou que há projéteis espalhados em um raio de dois quilômetros. Em uma primeira reação, o chefe do Governo albanês, Sali Berisha, disse que este incidente 'pode se transformar em uma tragédia, porque havia mais gente trabalhando no local da explosão'.

As detonações ocorreram durante duas horas, já que a primeira ocorrência causou uma seqüência de explosões, mas de menor intensidade. Os feridos foram enviados ao hospital da localidade de Durres, à clínica militar de Tirana e ao Hospital Madre Teresa da capital albanesa.

Vários sobreviventes disseram a Berisha, durante sua visita ao hospital militar de Tirana, que havia três grupos de 21 soldados cada dentro dos barracões militares. No entanto, o ministro da Saúde albanês, Nard Ndoka, informou que os feridos são, principalmente, civis e que a explosão foi sentida também em Tirana.

Outras testemunhas relataram que alguns dos feridos são moradores de casas adjacentes ao depósito. Durante a época comunista, que terminou em 1990, houve na Albânia a construção de vários armazéns de munição em todo o país. Diante do desejo da Albânia de entrar na Otan, a Aliança Atlântica pediu ao Governo de Tirana para concentrar a munição mais antiga em Gerdec, a fim de que esta fosse destruída.